5 Dicas de como comprar máquinas para produção de sacolas de papel


Temos constatado que nossos clientes estão recebendo muitas ofertas de máquinas para produção de sacolas de papel de fornecedores que não são especializados no segmento de embalagens.  São empresas que chamamos de GENÉRICAS, ou seja: vendem todo tipo de equipamento gráfico mas não são oriundas do segmento específico de produção de embalagens.

 

Diante disso, ficam inseguros na hora de decidir já que cada Vendedor parece ter a melhor solução.

 

 

 

  DICA 1: Não acredite em tudo que se fala de máquinas “totalmente automáticas”  

 

No universo de soluções de máquinas para dobra e colagem de sacolas de papel existem alguns pontos que precisam ficar muito claros. A pergunta é: qual equipamento a minha gráfica precisa?

Questões como produção mensal, tipos de sacolas, tipos e gramaturas de papéis mais utilizados, tamanhos, facas, etc, podem e devem ser objeto de profunda análise antes de decidir uma compra. 

 

Existem, basicamente, 3 tipos de máquinas para esse propósito: as manuais, as semi-automáticas e as automáticas. Nossos clientes têm nos procurado com muitas dúvidas pois o universo das ofertas desses equipamentos tem crescido e a maioria dos «vendedores» prometem coisas que muitas vezes podem esconder armadilhas. Não se trata necessariamente de má fé – na maioria das vezes é falta de conhecimento mesmo. Por isso, resolvemos prestar algumas informações para que sua empresa não compre «gato por lebre».

 

No caso de escolha sobre máquinas automáticas, alguns cuidados precisam ser tomados. Todo processo automático tem limitações – simplesmente afirmar que «entra uma folha e sai uma sacola pronta» esconde informações que são muito relevantes. Há limitações quanto à formatos, gramaturas de papéis, tipos de papéis, etc. É muito fácil falar que uma máquina faz tudo, que já vinca automaticamente, que já faz isso ou aquilo e que elimina processos manuais (obviamente, mão-de-obra).

 

Mas é preciso falar outras coisas que ela não faz e que pode ser decisivo para o seu caso. Quanto mais automática, normalmente é bem maior o tempo de Setup (ajustes, acertos, etc) e a perda de material inicial é maior. Logo, não recomendamos esse tipo de equipamento (automáticas) para indústrias de baixa tiragem pois os tempos de acertos, as quebras de produção até se chegar ao ponto ideal não justificam o investimento.

 

Esse tipo de máquina é para indústrias que possuem uma tiragem de arranque e não para produções onde a cada produção a quantidade é pequena (1000, 2000, 3000, etc.). Portanto, nem tudo que reluz é ouro!

 

  

  DICA 2: Qual a experiência em produção de sacolas de papel que o Vendedor dessas máquinas possui? 

 

Só quem trabalhou efetivamente no segmento, preferencialmente no chão de fábrica de uma indústria de sacolas, conhece o cotidiano das dificuldades desse setor.

 

Questione o vendedor quanto à questões como formatos, facas, maneiras de fechar uma sacola, etc. Na grande maioria, os vendedores dessas máquinas são vendedores de vários tipos de equipamentos – vendem de tudo no universo gráfico (corte & vinco, impressoras, guilhotinas, etc) e não possuem conhecimento específico para prestar uma orientação adequada aos clientes.

 

Outra situação grave: muitos desses «profissionais» estão oferecendo máquinas porque conseguiram alguma representação de fabricantes externos mas nunca os visitaram, não conhecem suas infraestruturas, engenharia, etc – simplesmente estão tentando vender mas sem qualquer disposição ou condições técnicas para o «depois da venda».

 

Isso pode significar a diferença entre solução e problema!

 

 

 

  DICA 3: O Vendedor conhece pessoalmente a indústria que produziu a(s) máquina(s)?  

 

Conhecer a infraestrutura do fabricante da(s) máquina(s) é fundamental.

 

Só assim o vendedor ou representante poderá avaliar questões como capacidade de suporte/assistência técnica, pós-venda, novos desenvolvimentos, capacidade técnica, cumplicidade, facilidade de comunicação, agilidade na reposição de peças e partes, etc. Não basta representar o equipamento no Brasil – é preciso conhecer o Fornecedor e mais ainda: conhecer clientes desse fornecedor lá fora, no caso de máquinas importadas.

 

E o mais importante: pergunte e constate se o Representante nacional possui alguma base no país de origem da máquina (escritório lá fora) de forma a acompanhar processos produtivos, embarques, documentos, manuais, upgrades, etc

 

 

 DICA 4:  As máquinas estão preparadas para as peculiaridades brasileiras?  

 

Aqui está um ponto crucial: nem tudo que serve lá fora serve igualmente aqui no Brasil. Exemplo: a média de altura de um(a) operador(a) brasileiro(a) é maior do que de um asiático.

 

Logo, ter uma máquina com altura inadequada aos nossos padrões pode trazer várias consequências, como menor produtividade, desgaste e até danos ao operador e suas derivações.

 

Além disso, questões como:
– níveis de ruído;
– segurança do operador;
– tipos de papéis brasileiros;
– formatos e facas brasileiras,
– leis trabalhistas, etc, etc,

 

precisam ser consideradas. Informe-se muito bem sobre essas questões e evitará muitos incômodos..

 

 

  DICA 5: E o suporte e Assistência Técnica?  

 

Diferenças gritantes de cultura, fuso-horário, comunicação, idioma e cumplicidade podem significar um stress terrível se você depender exclusivamente de Assistência Técnica de um fornecedor estrangeiro.

 

Nunca, jamais, mas nunca mesmo dependa somente disso.

 

Esses investimentos em Bens de Capital são expressivos e ter uma máquina parada por falta de peça é algo muito doloroso para qualquer empresa.

 

Conheça a estrutura do seu fornecedor no Brasil, veja se ele tem instalações adequadas para manutenção, confira se os técnicos possuem treinamento na fábrica, verifique referências e que elas sejam no(s) equipamento(s) que você está pensando em adquirir.

 

Depender do suporte de fora pode custar muito caro, caríssimo!Essa é uma informação que você precisa obter com muita segurança.